Não calarão um de nós: solidariedade a Renato Freitas
| por: Pedro Doin | 13.05.2026
A democracia paranaense e brasileira vive mais um momento de tensão diante do absurdo processo de cassação movido contra o deputado estadual Renato Freitas (PT-PR). A aprovação do relatório favorável à sua cassação pelo Conselho de Ética da ALEP não representa justiça, mas sim a continuidade de uma perseguição política que utiliza fatos estritamente pessoais e extraídos de seu contexto legítimo para destruir um mandato construído na luta popular.
Renato Freitas, diante de uma situação-limite envolvendo a proteção de sua própria família, cometeu excessos que, lamentáveis sob qualquer aspecto, são de natureza humana e não podem, em nenhuma hipótese, justificar a cassação de seu mandato. Punir com a perda do cargo público um erro que nada tem a ver com o exercício parlamentar é desproporcional, arbitrário e fere gravemente a soberania do voto popular que o elegeu com milhares de votos.
O que está em jogo não é um suposto desvio de conduta funcional, mas sim um roteiro articulado pela extrema-direita paranaense para calar uma voz ativa, altiva e incômoda. Renato Freitas denuncia os poderosos da ALEP, expõe as entranhas da política oligárquica do Paraná e representa a esperança de quem historicamente foi excluído dos centros de decisão. Por isso, querem destruí-lo, não com provas robustas de quebra de decoro parlamentar, mas com um processo que usa a dor e a defesa da família como pretexto para um linchamento político.
A cassação, nesse contexto, é uma tentativa de anular o sufrágio e de intimidar todos os mandatos progressistas que ousam enfrentar as velhas estruturas de poder. Mas não conseguirão. Não calarão um de nós, porque calar Renato Freitas é calar cada trabalhador, cada jovem negro da periferia, cada mulher, cada militante que acredita que a política pode ser feita com dignidade e coragem.
Nos solidarizamos com o deputado, sua família e todos os que sofrem com essa violência institucional. Defendemos o direito ao contraditório, à ampla defesa e ao julgamento justo — o que não se vê nesse processo. E reafirmamos: enquanto houver um mandato popular ameaçado por perseguição política, haverá resistência.
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Renato fica só assim será feito justiça.
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