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Mostrando postagens de maio, 2026

A CIDADE QUE AINDA TEM SOLA, MAS PERDEU O RUMO. Um chamado para a construção de um projeto de desenvolvimento para Franca/SP e região.

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  | por: Pedro Doin | O documento "Subsídios para compreender e atuar no cenário político – A realidade da nova indústria brasileira e os desafios do PT", produzido pela Fundação Perseu Abramo, nos entrega uma chave de leitura preciosa para o momento nacional: não basta reconhecer a importância da indústria, é preciso disputar politicamente um projeto de neoindustrialização soberano, inovador e, acima de tudo, includente. Mas, se em Brasília o debate sobre a Nova Indústria Brasil (NIB) ganha corpo com investimentos robustos e missões claras, em Franca o silêncio é ensurdecedor. Enquanto isso, o tempo passa, e a capital do calçado assiste, perplexa, ao esgotamento de um modelo que a tornou rica, mas que a condena hoje a ser uma das cidades com pior arrecadação fiscal per capita e renda média mais baixa entre os municípios de grande porte do estado de São Paulo. A pergunta que recusamos calar é: para onde estamos indo? A herança do Plano Real e a transição desordenada A estabil...

Não calarão um de nós: solidariedade a Renato Freitas

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  | por: Pedro Doin | 13.05.2026 A democracia paranaense e brasileira vive mais um momento de tensão diante do absurdo processo de cassação movido contra o deputado estadual Renato Freitas (PT-PR). A aprovação do relatório favorável à sua cassação pelo Conselho de Ética da ALEP não representa justiça, mas sim a continuidade de uma perseguição política que utiliza fatos estritamente pessoais e extraídos de seu contexto legítimo para destruir um mandato construído na luta popular. Renato Freitas, diante de uma situação-limite envolvendo a proteção de sua própria família, cometeu excessos que, lamentáveis sob qualquer aspecto, são de natureza humana e não podem, em nenhuma hipótese, justificar a cassação de seu mandato. Punir com a perda do cargo público um erro que nada tem a ver com o exercício parlamentar é desproporcional, arbitrário e fere gravemente a soberania do voto popular que o elegeu com milhares de votos. O que está em jogo não é um suposto desvio de conduta funcional, m...

Franca tem voz?

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  | por: Pedro Doin | A iniciativa do GCN e da ACIF, por meio da campanha “Franca Tem Voz”, cumpriu um papel fundamental ao expor ao público francano e aos associados da Associação Comercial e Industrial os pré-candidatos e candidatas a deputado/a estadual e federal. O exercício de escuta, dividido em dois blocos, sendo o primeiro com os 6 postulantes à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e o segundo com os 7 à Câmara dos Deputados, revelou não apenas as pautas, mas também as contradições e os alinhamentos políticos que marcarão a corrida eleitoral de 2026. No entanto, ao final das duas sessões, uma pergunta incômoda permaneceu no ar: Franca tem voz, mas qual é a voz de Franca? A cidade falou por meio das pré-candidaturas, mas será que esses discursos correspondem ao que Franca realmente precisa? Ou estamos diante de uma sucessão de frases ensaiadas, descoladas dos desafios brutais que atravessam o município? Os desafios reais que Franca não pode mais ignorar Antes de ava...

Civilização ou barbárie na disputa pelo fim da escala 6x1 - Um mundo em crise, uma luta civilizatória e o tempo que nos resta.

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  | Por: Pedro Doin | 02/05/2026 1. Um mundo em chamas Enquanto o Congresso brasileiro se prepara para votar o projeto que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado, o mundo assiste, atônito, a um espetáculo que poucos imaginavam ver tão cedo: o colapso das cadeias globais de suprimento sob o peso da guerra, do protecionismo e da insanidade geopolítica. Desde 28 de fevereiro de 2026, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques militares conjuntos contra o Irã, o Estreito de Ormuz — por onde passa aproximadamente 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo — está praticamente fechado. O que começou como uma interrupção localizada transformou-se em uma crise global. O trânsito de navios petroleiros caiu 95% e o preço do petróleo Brent disparou 63%. O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que o fechamento está "asfixiando a economia mundial" e, no pior cenário, pode desencadear uma recessão global...